Meu marido estava tendo um caso com a secretária dele no banco de trás do carro

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Chapter 1

Meu marido estava tendo um caso com a secretária dele no banco de trás do carro. Encontrei a calcinha dela no chão do carro e percebi na hora que aquele caso era muito mais sério do que eu imaginava. Eu não confrontei ele. Calmamente, mandei a calcinha pro marido dela com uma única mensagem: “Você merece saber.”

Horas depois, um envelope chegou no hospital. Dentro, extratos bancários revelando o segredo que meu marido tinha escondido de mim durante anos…

“O que você está fazendo aqui?”, Brenda gritou no meio do corredor do hospital, o rosto pálido, o cabelo desalinhado, a blusa abotoada errado às pressas.

As pessoas se viraram pra olhar. Duas enfermeiras pararam, encarando na nossa direção. Eu mantive a voz rigorosamente controlada.

“Fala baixo. Estamos num hospital.”

Brenda, a secretária do meu marido, sempre aparecia no escritório impecável: salto perfeito, maquiagem perfeita, um sorriso largo e artificial. Naquela manhã, ela parecia uma pessoa completamente diferente. E não era coincidência nenhuma eu estar parada ali, bem na frente do quarto de Andrew, marido dela.

Tudo tinha começado três dias antes, por causa de algo ridiculamente pequeno.

Mark, meu marido havia vinte e oito anos, tinha me dito que passaria o sábado mostrando terrenos de alto padrão pra investidores vindos de Chicago. Ele voltou pra casa antes do almoço, pálido, tenso de um jeito estranho.

“Tô com uma enxaqueca terrível”, ele resmungou. “Cancelei tudo.”

Ele se trancou no nosso quarto. Eu desci pra garagem porque lembrei que tinha deixado o vidro do carro aberto, e a previsão avisava chuva. Quando abri a porta do carona, um perfume doce e forte me atingiu — exatamente o mesmo cheiro que ficava no elevador do escritório sempre que a Brenda saía.

Foi aí que eu vi uma calcinha preta de renda embaixo do banco.

Fiquei completamente parada. Não chorei. Não subi correndo pra jogar aquilo na cara do Mark.

Fazer um escândalo histérico teria sido fácil. Mas a nossa empresa, a Crestview Developments, não era só “dele”, como ele tinha começado a se gabar nos últimos meses. Construímos aquilo juntos, a partir de um escritório apertado de duas salas em Columbus. Meu pai, Manuel, tinha investido as economias da vida inteira dele pra nos ajudar a começar. Eu cuidava da contabilidade, das cobranças, da folha de pagamento, dos contratos, e até esfregava o chão quando a gente não tinha dinheiro pra pagar faxina.

Fazia um ano que Mark tinha começado a me empurrar pra fora sistematicamente.

“Você já trabalhou o suficiente, Laura”, ele dizia, com desdém. “Descansa. Deixa que eu cuido de tudo.”

Depois ele contratou a Brenda. Pouco depois, mudou a mãe dele, Ofelia, pra dentro da nossa casa, transformando a minha própria casa num lugar onde eu era tratada como empregada contratada.

Eu não ia entregar de bandeja um ataque de ciúme que eles pudessem usar como arma contra mim num tribunal depois.

Peguei a peça de roupa com um saco plástico, tirei o endereço residencial da Brenda dos arquivos administrativos da empresa, e mandei um pacote direto pro marido dela. Dentro, coloquei a renda preta e um bilhete curto:

Sua esposa esqueceu isso no carro do meu marido. Achei que você gostaria de receber de volta.

Coloquei só a marca, o modelo e a placa do carro.

Naquela manhã, Andrew me ligou de um número desconhecido.

“Sra. Laura? Eu sou o marido da Brenda. Preciso falar com a senhora imediatamente. Estou no hospital.”

Ele me contou que, quando confrontou a esposa, uma briga furiosa estourou. Quando Brenda saiu correndo do apartamento, ele tentou segui-la, tropeçou na escada e fraturou o tornozelo. Depois, ele acrescentou uma frase que me fez largar tudo e dirigir direto pra lá:

“Eu encontrei documentos na bolsa dela que a senhora precisa ver.”

E foi por isso que a Brenda estava, naquele momento, parada na minha frente, tremendo de raiva.

“Foi você quem mandou aquele pacote!”, ela sibilou, se aproximando de mim. “Sua mulher miserável e amargurada!”

“Eu simplesmente devolvi um objeto perdido.”

Ela abriu a boca pra rebater, mas a porta do quarto do hospital se abriu.

Andrew apareceu, apoiado pesadamente nas muletas, o rosto exausto e pálido. “Brenda, você vai continuar mentindo mesmo assim?”

Brenda ficou branca como um fantasma…

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