Quinze dias depois de quase sangrar até a morte dando à luz o filho dele, meu marido — o chefe da máfia mais temido de Chicago

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Chapter 3

Vincent voltou pra casa no décimo quinto dia, carregando um buquê de rosas já meio murchas, compradas às pressas numa loja de conveniência a caminho, o tipo de gesto vazio que ele achava que resolvia meses de ausência completa.

Encontrou apenas Greta, nossa babá aposentada há tempos, mas ainda vivendo na propriedade por gentileza minha, esperando por ele na entrada.

— Sr. Carter — ela disse, a voz hesitante. — Sua esposa se mudou há dias.

As flores escorregaram da mão dele, caindo no chão de mármore da entrada.

— O quê?

— A Sra. Carter, e o pequeno Theo. Foram embora há cinco dias, senhor.

— Pra onde?

— Isso, sinto muito, senhor, eu não sei.

Vincent atravessou a casa inteira, cômodo por cômodo, como se esperasse que Madison estivesse escondida em algum lugar, brincando com ele numa espécie de jogo cruel.

O quarto do bebê estava vazio, o berço desmontado, as roupinhas de Theo levadas junto.

O closet de Madison, esvaziado quase completamente, deixando pra trás apenas peças que claramente não tinham significado suficiente pra levar.

Foi só ao entrar no escritório dela, um cômodo pequeno que ele raramente visitava, que Vincent encontrou o envelope deixado sobre a mesa, endereçado diretamente a ele.

Dentro, uma carta curta, direta, sem nenhuma das lágrimas ou súplicas que ele talvez esperasse.

“Vincent, quando você decidiu que Vanessa merecia mais atenção do que sua esposa em trabalho de parto, você tomou uma decisão que eu simplesmente não posso ignorar. Não vou implorar por atenção que você claramente não tem interesse em oferecer. Meu advogado entrará em contato em breve sobre os termos do divórcio e da guarda de Theo. — Madison.”

Vincent leu a carta três vezes, cada leitura aumentando uma sensação de pânico que ele não experimentava havia anos, desde antes de construir todo o império que agora parecia, de repente, completamente vazio sem ela ali.

Ele ligou pro celular de Madison.

Direto pra caixa postal.

Ligou pra mãe dela.

— Não vou te dizer nada, Vincent — ela respondeu, friamente. — Você teve anos pra valorizar minha filha, e escolheu, repetidamente, escolher outra pessoa no lugar dela.

Foi só na manhã seguinte, quando o advogado da família Carter recebeu formalmente os papéis de divórcio preparados por Marissa Blake, que Vincent começou a entender o tamanho real da situação.

— Ela quer metade dos bens registrados durante o casamento — o advogado informou, claramente desconfortável. — E ela tem gravações, Vincent. Gravações que documentam negligência, abandono durante emergência médica, e evidências de uso de fundos conjugais pra financiar outro relacionamento.

Vincent sentiu o controle escorregar completamente das mãos dele, um sentimento que ele nunca tinha experimentado em nenhum aspecto da própria vida.

— Encontre ela — ele ordenou aos próprios homens, a voz mais desesperada do que qualquer ordem que já tivesse dado antes. — Não pra ameaçar. Só… preciso falar com ela.

Mas Madison, protegida por segurança contratada por Marissa e escondida num apartamento cujo endereço nem os próprios homens de Vincent conseguiam rastrear facilmente, permaneceu completamente inacessível.

Pela primeira vez em anos, Vincent Carter, o homem mais temido de Chicago, sentiu-se genuinamente impotente.

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