MEU MARIDO ME MACHUCOU POR CAUSA DA AMANTE DELE — ENTÃO EU LIGUEI PARA MEU PAI BILIONÁRIO E DISSE: “DESTRUA A VIDA DELE”

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Chapter 3

O salão inteiro pareceu prender a respiração.

— Do que você está falando? — Thalia perguntou, a voz perdendo a confiança de antes.

Isabella deu um passo à frente, apoiando-se agora sem precisar do corrimão, como se cada palavra que ela estava prestes a dizer lhe devolvesse um pouco de força.

— Duas semanas atrás, minha assistente pessoal recebeu um telefonema estranho — Isabella disse. — Alguém perguntando sobre os horários da minha agenda médica. Na época, achei só uma bisbilhotice de fofoca de coluna social. Mas mandei verificar mesmo assim.

Kyle olhou para Thalia. Thalia olhou para o chão.

— O número — Isabella continuou — veio de uma clínica particular em Connecticut. Uma clínica de fertilidade.

O silêncio ficou mais denso.

— O laudo que meu pai conseguiu esta manhã — Isabella disse, olhando diretamente para Thalia agora — mostra que você fez um procedimento lá há três meses. Não para engravidar, Thalia. Para confirmar uma gravidez que, segundo os próprios registros da clínica, já vinha de outro relacionamento. Um relacionamento anterior a você e Kyle.

O rosto de Thalia desmoronou.

— Isso é mentira — ela sussurrou, mas a voz não tinha convicção nenhuma.

— O agente Reyes tem os documentos — Victor disse, com uma calma cirúrgica. — Inclusive o nome do outro homem. Um certo… sócio de negócios do próprio Kyle, aliás.

Kyle deu um passo para trás como se tivesse levado um soco.

— Marcus? — ele perguntou, a voz esganiçada. — Você está grávida do Marcus?

Thalia não respondeu. As lágrimas que escorriam agora eram diferentes das lágrimas encenadas de antes — reais, desesperadas, de alguém que via o próprio plano desmoronar peça por peça.

— Você me usou — Kyle disse, a raiva finalmente encontrando um alvo que não era Isabella. — Você inventou a história toda. A humilhação no jantar. Tudo. Só para eu terminar meu casamento e você conseguir… o quê? Meu dinheiro?

— Você ia terminar de qualquer forma — Thalia gritou, a máscara caindo de vez. — Você nunca amou ela de verdade, Kyle! Eu só acelerei o que já ia acontecer!

Isabella sentiu algo estranho crescer dentro do peito — não era mais dor. Era clareza, a mesma clareza gelada de antes, agora com um toque de algo parecido com liberdade.

— Vocês dois se usaram — ela disse, calmamente. — E os dois se esqueceram de uma coisa importante.

— O quê? — Kyle perguntou, quase sem forças para perguntar mais nada.

— De que eu nunca precisei de vocês para sobreviver — Isabella respondeu. — Só demorei a perceber isso.

Victor colocou a mão no ombro da filha, um gesto raro de afeto público vindo de um homem que raramente demonstrava qualquer coisa em frente a estranhos.

— Reyes — Victor disse, sem tirar os olhos de Kyle. — Acho que já temos o suficiente para a manhã de amanhã.

O agente federal fechou a pasta com um clique seco, quase teatral.

— Mais que suficiente, senhor Calder.

Do lado de fora, os flashes das câmeras já piscavam contra as janelas altas da mansão, transformando aquela noite particular em um espetáculo que, até o amanhecer, o país inteiro estaria assistindo.

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