Chapter 5
Della sentiu o sangue gelar.
“Meu prédio? Mas eu não moro lá há dias…”
“Eu sei”, disse Damian. “Mas isso significa que estão te procurando ativamente. E significa que provavelmente sabem que você está aqui.”
A tensão no apartamento mudou instantaneamente.
Damian chamou a equipe de segurança para reforçar a vigilância ao redor do prédio, enquanto Della tentava, sem sucesso, controlar o tremor nas mãos.
“Precisamos adiantar as coisas”, disse Damian, andando de um lado para o outro. “Vou levar as provas que você reuniu direto para os federais amanhã de manhã, junto com o que minha equipe encontrou sobre Victor e Vanessa.”
“Isso não vai deixá-los ainda mais desesperados?”, perguntou Della.
“Vai”, Damian admitiu. “Mas também vai tirar o poder das mãos deles. Uma vez que os federais estejam envolvidos, machucar você não resolve mais nada para eles — só piora tudo.”
Naquela noite, Della mal conseguiu fechar os olhos.
Por volta das 2h da manhã, um barulho lá embaixo a fez sentar na cama, o coração disparado.
Ouviu vozes abafadas vindas do corredor, depois passos rápidos.
A porta do quarto se abriu de repente — era Damian, o rosto tenso.
“Fique aqui”, ele disse. “Tranque a porta. Não saia até eu voltar.”
“Damian, o que está acontecendo?”
“Alguém tentou entrar pela garagem”, ele disse, já se movendo. “A segurança está lidando com isso.”
Ela travou a porta, o coração batendo tão forte que doía, escutando cada som do lado de fora, o medalhão de Ruth apertado com força na mão.
Os minutos pareceram durar horas.
Finalmente, ouviu a voz de Damian do outro lado da porta.
“Sou eu. Está tudo bem. Pegamos ele.”
Ela abriu a porta, as pernas ainda tremendo.
“Era o investigador?”, perguntou.
“Era”, confirmou Damian. “E ele já está falando. Confirmou que a Vanessa pagou para descobrir onde você estava, e que o plano era te intimidar até você entregar as cópias das provas — ou pior, se isso não funcionasse.”
Della sentiu uma onda de náusea.
“Eles realmente pensaram em me machucar.”
“Pensaram”, disse Damian, a voz carregada de uma raiva contida que ela nunca tinha visto nele antes. “E é por isso que amanhã de manhã eu vou pessoalmente entregar tudo aos federais, e depois vou cuidar do Victor e da Vanessa do meu jeito, dentro da empresa.”
“Damian…”
“Você está segura agora, Della”, ele disse, se aproximando, a voz mais suave. “Eu prometi que não deixaria nada acontecer com você. E eu cumpro o que prometo.”
Pela primeira vez desde que tudo tinha começado, Della permitiu que ele a abraçasse, sentindo, finalmente, um pouco de segurança real depois de dias inteiros de medo.
