POR CAUSA DO TAMANHO DELE, O CHEFE DA MÁFIA ERA REJEITADO POR TODAS AS MULHERES — ATÉ UMA CONFEITEIRA DESAJEITADA ACEITAR SE TORNAR SUA NOIVA

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Chapter 5

A reunião foi marcada pra dez da noite, na mesma sala onde eu tinha me casado semanas antes.

Luca passou a tarde inteira organizando homens de confiança — os poucos que Elena garantia serem realmente leais, verificados um por um através de canais que eu nem sabia que existiam.

— Você vai ficar no quarto — ele disse, no fim da tarde, me encontrando enquanto eu me arrumava.

— Não vou, não.

— Sophia, isso pode ficar perigoso.

— Já ficou perigoso no momento em que eu tropecei na minha própria mala e virei sua esposa. Não vou me esconder agora.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos, aquelas mãos enormes que tremeram na cerimônia, agora firmes, decididas.

— Se alguma coisa acontecer comigo hoje, eu preciso saber que você está segura.

— E eu preciso que você entenda que eu não casei com um homem que eu queria ver se escondendo sozinho no perigo enquanto eu fico confortável em algum quarto.

Ele me beijou então, pela primeira vez, rápido, urgente, do jeito que alguém beija quando não tem certeza de quantas chances ainda vai ter.

Quando o advogado, Alessandro, chegou pra reunião, veio acompanhado de dois homens que ninguém reconheceu, algo que quebrava todo protocolo estabelecido havia anos.

— Luca — ele começou, com um sorriso falso demais pra ser convincente. — Precisamos conversar sobre alguns ajustes nos territórios do norte.

— Antes disso — Luca cortou, colocando o envelope de Elena na mesa —, precisamos conversar sobre isso.

O rosto de Alessandro mudou completamente, a máscara caindo de uma vez.

— Não sei do que você está falando.

— Vinte anos, Alessandro. Vinte anos trabalhando pro Vittorio Rossi enquanto sentava à minha mesa de família.

Um dos homens desconhecidos se moveu de repente, a mão indo em direção ao paletó, mas os homens de Luca já estavam posicionados, armas discretas mas visíveis o suficiente pra deter qualquer movimento precipitado.

— Você não tem provas de nada — Alessandro disse, mas a voz tremia agora.

— Tenho vinte anos de documentos, assinaturas falsificadas, e uma testemunha que trabalhou ao seu lado o tempo inteiro — Luca respondeu, frio, controlado, um homem completamente diferente do que tinha feito bolo torto comigo na cozinha semanas atrás.

Elena entrou na sala então, acompanhada por um homem mais velho que eu nunca tinha visto, visivelmente nervoso, mas decidido.

— Diga a eles o que você me contou — ela pediu.

O homem, gaguejando no início, confirmou tudo: os pagamentos, os encontros secretos, o plano de usar meu casamento com Luca como forma de infiltração e controle futuro dos territórios ao norte.

O rosto de Alessandro foi de desafio a desespero em questão de segundos.

— Vittorio vai descobrir que você me traiu — ele disse, tentando uma última cartada.

— Vittorio já perdeu — Luca respondeu. — Porque a partir de agora, cada movimento dele vai ser antecipado.

Foi nesse momento que um dos homens desconhecidos, provavelmente sentindo que o plano tinha desmoronado completamente, puxou uma arma.

Tudo aconteceu rápido demais pra eu processar direito — gritos, movimento, Luca se jogando na minha frente antes mesmo que eu entendesse o perigo, os homens dele reagindo em segundos, desarmando e contendo o atacante antes que qualquer tiro fosse disparado.

Quando a poeira baixou, Luca estava ileso, mas com o corpo inteiro ainda tenso, protegendo o meu com o dele, os braços em volta de mim como uma parede humana.

— Você está bem? — ele perguntou, a voz tremendo pela primeira vez desde que a reunião tinha começado.

— Estou. Estou bem.

Ele me segurou mais forte por um segundo, o alívio visível em cada músculo do corpo dele relaxando aos poucos.

Alessandro e o homem armado foram levados pelos seguranças, e Elena, ainda tremendo mas firme, se aproximou.

— Isso não acaba aqui — ela disse. — Vittorio vai retaliar quando descobrir que o plano dele foi descoberto.

— Eu sei — Luca respondeu, ainda sem me soltar. — Mas agora, pelo menos, sabemos onde olhar.

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