MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

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Chapter 1

MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

O bilionário atendeu na quarta chamada, às 2h47 da madrugada.

Ele esperava alguma emergência de negócios.

Em vez disso, uma menina de oito anos sussurrou:

— Por favor, não desliga. Minha mãe está caída no chão e não acorda.

Griffin Drake se sentou de imediato na cama, no seu apartamento escuro em Seattle.

Depois a criança disse o nome da mãe.

Sloan Callaway.

A mulher que Griffin tinha amado mais do que qualquer pessoa na vida.

A mulher que tinha desaparecido dez anos atrás.

Antes que ele conseguisse fazer outra pergunta, uma segunda vozinha falou ao fundo.

— Hazel, pergunta pra ele.

— Pergunto o quê? — Griffin disse.

A primeira menina respirou fundo, trêmula.

— Você é nosso pai?

E, pela primeira vez em anos, Griffin Drake — o bilionário capaz de silenciar uma sala de reunião só com um olhar — não conseguiu emitir nenhum som.

Porque a voz que saía do telefone soava estranhamente familiar.

Não porque ele já tivesse ouvido aquela criança antes.

Mas porque havia algo no jeito dela falar que soava exatamente como ele.

E de repente, a pior noite da vida de Sloan Callaway estava prestes a expor o segredo que ela tinha protegido durante oito anos.

Tudo tinha começado quarenta minutos antes, num duplex simples de estilo craftsman no bairro de Fremont, em Seattle.

Sloan tinha trinta e quatro anos, estava exausta, tentando cumprir um prazo que já deveria ter adiado havia três dias.

Desenhos arquitetônicos cobriam a mesa de jantar, o café tinha esfriado ao lado do notebook, e um sanduíche de queijo quente pela metade jazia esquecido no prato.

Suas filhas gêmeas de oito anos, Hazel e Iris, deveriam estar dormindo lá em cima.

Sloan esfregou a têmpora.

A dor de cabeça a incomodava o dia inteiro.

— Só termina a elevação oeste — murmurou pra si mesma. — Depois vai dormir.

Ela se levantou pra buscar água.

O quarto girou.

O lápis caiu primeiro.

Depois Sloan.

O quadril bateu na quina da mesa antes do corpo dela desabar no chão de madeira.

Lá em cima, Hazel ouviu o estrondo.

Abriu a porta do quarto.

— Iris?

A irmã gêmea apareceu na mesma hora.

— Você também ouviu?

As duas correram escada abaixo.

— Mãe?

Sloan estava deitada no meio dos desenhos espalhados.

Os olhos fechados.

Hazel congelou.

Iris não.

Ela se ajoelhou ao lado da mãe e colocou a mão perto da boca dela.

— Ela está respirando.

— Acorda ela.

— Estou tentando.

— Mamãe!

Nada.

Hazel começou a chorar.

Iris parecia apavorada, mas era a gêmea que ficava assustadoramente prática sempre que alguma coisa dava errado.

— Pega o celular dela.

Hazel encontrou o telefone debaixo de um dos desenhos.

— Liga pro 190.

— Estou ligando.

E ligou.

A atendente disse que uma ambulância estava a caminho.

Depois, enquanto Iris ficava ao lado da mãe, Hazel olhou pro celular.

Tinha um contato de emergência.

Griffin D.

Ela já tinha visto esse nome antes.

Não nos contatos da mãe.

Em outro lugar.

— Quem é Griffin? — ela sussurrou.

Iris levantou os olhos.

— Não sei.

— Mãe colocou ele como contato de emergência.

— Liga pra ele.

— E se for alguém do trabalho?

— E se a mãe morrer?

Hazel apertou o número.

Do outro lado de Seattle, o telefone de Griffin Drake começou a tocar.

Ele nunca tinha apagado o número da Sloan.

Durante dez anos, tinha dito a si mesmo que era só porque não valia a pena se dar ao trabalho.

A verdade era mais humilhante.

Ele tinha ficado esperando aquela tela acender.

Todo aniversário.

Todo Natal.

Toda noite sem sono, com a cidade brilhando lá embaixo das janelas do seu apartamento, e todo aquele dinheiro parecendo prova de que o sucesso ainda podia ser vazio.

— Sloan?

Silêncio.

Depois, a criança.

— Hã… alô?

O corpo inteiro de Griffin travou.

— Quem é?

— Meu nome é Hazel. Minha mãe desmaiou.

— Onde?

— Em casa. Já chamamos a ambulância. Seu número aparece como emergência.

— Qual é o nome da sua mãe?

— Sloan Callaway.

Griffin parou de respirar por um segundo.

— Quantos anos você tem, Hazel?

— Oito.

A mão dele apertou o telefone com força.

— Tem alguém com você?

— Minha irmã.

— Quantos anos ela tem?

— Oito também. A gente é gêmea.

Gêmeas.

Oito anos.

Sloan tinha ido embora dez anos atrás.

Griffin já estava vestindo a calça jeans.

— Hazel, escuta com atenção. Você fez exatamente a coisa certa. Fica perto da sua mãe. Os paramédicos estão chegando. Eu também estou indo.

— Você conhece ela?

— Conheço.

— Como?

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