“Seu noivo não vai vir… agora você é minha!” O chefe da máfia sussurrou enquanto fechava o zíper do vestido de noiva dela

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Chapter 1

“Seu noivo não vai vir… agora você é minha!” O chefe da máfia sussurrou enquanto fechava o zíper do vestido de noiva dela

UM ESTRANHO FECHOU O ZÍPER DO VESTIDO DELA — DEPOIS O CHEFE DA MÁFIA SUSSURROU: “SEU NOIVO NÃO VEM. EU VIM.”

Angela Fiore estava a quarenta e três minutos de dizer “sim” quando a mão de um estranho fechou o zíper do seu vestido de noiva. Seu noivo já tinha aceitado dinheiro para desaparecer, e o homem aterrorizante parado atrás dela passara dois anos procurando algo que o pai morto dela tinha roubado. Mas a verdade mais perigosa era a que a própria Angela escondia — porque dez milhões de dólares esperavam numa conta com o nome dela.

PARTE 1 — O HOMEM NO ESPELHO

Angela Fiore se olhava no espelho da suíte nupcial, tentando acreditar que a felicidade podia realmente ter aquela aparência.

O vestido de renda vintage tinha levado oito meses de pagamentos cuidadosos, tirados do salário dela num café em Charleston. O tecido marfim se ajustava à cintura antes de cair em camadas suaves até o carpete. Do lado de fora das janelas altas do Grand Belmont Hotel, o sol do fim do verão dourava os campanários das igrejas e os carvalhos antigos cobertos de musgo espanhol.

Em quarenta e três minutos, ela se casaria com Johnny Harris.

— Miranda — chamou Angela, esticando o braço desajeitadamente para trás. — O zíper.

Sua melhor amiga estava sentada num sofá de veludo, digitando furiosamente no celular.

— Um segundo.

— Você diz isso há três minutos.

Angela riu, mas um nervosismo tremia por baixo do riso.

Pressionou uma mão sobre o estômago.

— E se eu estiver cometendo um erro?

Miranda ergueu os olhos.

— Medo de última hora?

— Não. Talvez. Não sei.

Angela estudou os próprios olhos castanho-mel no espelho.

— O Johnny tem sido tão paciente. Um ano juntos, e ele nunca me pressionou quando eu disse que queria esperar até o casamento. Nem todo homem faria isso.

Alguma coisa estranha atravessou o rosto de Miranda.

Desapareceu antes que Angela pudesse entender o que era.

— Miranda?

— Já vou.

Foi então que uma mão tocou as costas de Angela.

Grande.

Quente.

Definitivamente não era a mão de Miranda.

Angela congelou.

O zíper começou a subir.

Devagar.

Sua respiração parou.

Ergueu os olhos para o espelho.

Olhos azul-gelo a encaravam de volta.

Um homem estava parado atrás dela.

Alto. Ombros largos. Cabelo escuro. Terno preto, camisa branca aberta no colarinho. O rosto era severo o suficiente para estar estampado numa moeda romana antiga, suavizado apenas pela barba escura ao longo da mandíbula.

Angela se virou.

— Quem é você?

O estranho terminou de fechar o vestido com calma.

— O que você está fazendo aqui?

O olhar dele segurou o dela.

— Te poupando de um constrangimento.

O coração dela disparou.

— Saia.

— Seu noivo não vem, pombinha.

A voz dele era baixa e assustadoramente controlada.

— Eu vim.

Angela recuou contra a penteadeira.

— Onde está o Johnny?

O homem não disse nada.

— O que você fez com ele?

— Menos do que ele merecia.

Angela correu para a porta que dava para a sala ao lado.

— Miranda!

Ela irrompeu pela porta.

Quatro homens de terno escuro estavam parados na sala de estar.

Miranda estava pálida, mas ilesa, com um guarda posicionado entre ela e o corredor.

Angela se virou.

O estranho a seguiu, sem pressa.

Um dos homens falou.

— Senhor Mancini, o carro está pronto.

Mancini.

O nome não significava nada para Angela.

Mas Miranda reagiu.

Seus olhos se arregalaram.

Angela notou.

— Você o conhece?

— Não.

A resposta de Miranda saiu rápida demais.

Angela se virou para o estranho.

— O que você quer?

— Respostas.

— Então faça perguntas como uma pessoa normal.

Pela primeira vez, um leve traço de diversão tocou os olhos dele.

— Já descobri que métodos normais são ineficientes quando se trata da sua família.

— Minha família?

A raiva de Angela vacilou em confusão.

Rafael Mancini tirou um envelope de dentro do paletó.

Abriu-o.

Fotografias deslizaram sobre a mesa.

Johnny saindo de um hotel com uma morena.

Johnny beijando outra mulher do lado de fora de um bar.

Johnny entrando num táxi com alguém que Angela nunca tinha visto.

Seus joelhos fraquejaram.

— Não.

— Tem mais.

— Você está mentindo.

— Raramente perco tempo inventando decepções que as pessoas criam perfeitamente bem sozinhas.

Angela pegou uma fotografia.

A data era de três semanas antes.

A noite em que Johnny alegou que a mãe dele estava doente.

Sua garganta se fechou.

— Por que você tem essas fotos?

Rafael a observava.

— Porque o Johnny se tornou útil.

A cabeça dela se ergueu bruscamente.

— O que isso significa?

— Ele aceitou dinheiro essa manhã.

— Para quê?

— Para parar de fazer perguntas.

Angela o encarou.

Rafael deu um passo mais perto, mas não a tocou.

— Johnny Harris nunca foi o motivo de eu vir para Charleston.

— Então qual foi?

A expressão dele mudou.

A frieza continuou ali, mas alguma coisa mais antiga se moveu por baixo dela.

— Seu pai.

Os dedos de Angela ficaram dormentes.

— David Fiore trabalhou para minha família por quinze anos.

— Meu pai nos abandonou quando eu tinha doze anos.

— Sim.

— Ele está morto.

— Sim.

— Então por que você está parado na minha suíte de casamento?

A mandíbula de Rafael se contraiu.

— Porque, antes de David Fiore desaparecer, ele roubou dez milhões de dólares de mim.

Angela conseguia ouvir o relógio ticando sobre a lareira.

Mais nada.

Ela balançou a cabeça.

— Isso é impossível.

— Passei dois anos provando o contrário.

— Eu não tenho o seu dinheiro.

Os olhos claros de Rafael seguraram os dela.

— Talvez.

Angela engoliu em seco.

— O que isso quer dizer?

— Quer dizer que passei dois anos procurando a filha de David Fiore.

Ele olhou brevemente para o vestido de noiva, depois de volta para os olhos assustados dela.

— E hoje, Angela, eu finalmente a encontrei.

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