“Seu noivo não vai vir… agora você é minha!” O chefe da máfia sussurrou enquanto fechava o zíper do vestido de noiva dela

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Chapter 3

O carro de Rafael a levou não para um escritório frio ou um esconderijo assustador, mas para uma casa elegante à beira-mar, nos arredores de Charleston, cercada por jardins bem cuidados que contrastavam completamente com a tensão que Angela carregava no peito.

— Onde estamos? — perguntou ela, ainda de vestido de noiva, absurdamente fora de lugar naquele ambiente.

— Uma propriedade que uso quando preciso de discrição.

— Discrição para quê?

— Para conversas que não podem ser interrompidas.

Ele a conduziu até um escritório com paredes forradas de livros antigos, oferecendo-lhe uma cadeira antes de se sentar atrás de uma mesa de mogno.

— Preciso que você faça uma ligação de vídeo com o banco — disse ele, colocando um laptop diante dela. — Verificação de identidade, para confirmarem que você está viva e ciente da conta.

— E se eu simplesmente disser a eles para congelar tudo permanentemente, só para te irritar?

Pela segunda vez naquele dia, algo próximo de um sorriso tocou os lábios de Rafael.

— Eu respeitaria a tentativa. Mas duvido que você faria isso, porque, Angela, esse dinheiro também é seu direito legal agora, goste você ou não da origem dele.

Ela hesitou, os dedos pairando sobre o teclado.

— Por que você não simplesmente me forçou a fazer isso à força, em vez de… explicar tudo, me trazer para um lugar bonito, me tratar como se eu tivesse escolha?

Rafael a encarou, a frieza cedendo brevemente espaço para algo mais complexo.

— Porque eu passei dois anos caçando um fantasma, e hoje encontrei uma mulher inocente, presa numa teia tecida por outras pessoas antes mesmo de você nascer. Forçar você seria repetir o mesmo erro que fez seu pai roubar de mim, para começo de conversa.

Aquelas palavras a pegaram desprevenida.

— Você acha que ele roubou por necessidade?

— Acho que ele roubou por medo. Descobri, nos últimos meses, que seu pai estava sendo pressionado por outra família, os Castellano, que ameaçavam machucar você e sua irmã caso ele não colaborasse com um esquema de lavagem de dinheiro através da minha organização.

O ar pareceu sumir dos pulmões de Angela.

— Ele roubou de você… para nos proteger?

— É a teoria mais provável. Ele desviou o dinheiro antes que os Castellano pudessem usá-lo, escondeu tudo em seu nome, provavelmente planejando revelar a verdade quando achasse seguro o suficiente para vocês.

— Mas ele nunca voltou.

— Morreu antes de conseguir.

Angela sentiu lágrimas queimarem seus olhos, uma dor antiga e nova ao mesmo tempo, pela primeira vez enxergando o pai que ela odiara a vida inteira sob uma luz completamente diferente.

— Isso muda tudo o que eu pensava saber sobre ele.

— Bem-vinda ao clube. Passei dois anos pensando que David Fiore era simplesmente um ladrão comum. Descobrir que talvez fosse um homem desesperado, tentando proteger a família, complica consideravelmente meu desejo de simplesmente recuperar meu dinheiro e seguir em frente.

— Então o que você quer fazer agora?

Rafael se levantou, caminhando até a janela que dava para o mar.

— Quero entender completamente a extensão do envolvimento dos Castellano. E quero saber por que sua amiga Miranda, aparentemente, trabalhou para minha família anos atrás sem nunca mencionar isso, considerando sua proximidade com você.

Como se tivesse sido invocada, o celular de Rafael vibrou.

Ele leu a mensagem, o rosto endurecendo instantaneamente.

— O que foi? — perguntou Angela, o medo retornando com força total.

— Meus homens confirmaram que Miranda fez uma ligação, minutos atrás, para um número registrado em nome da família Castellano.

O sangue de Angela gelou.

— Ela está trabalhando para eles.

— Parece que sim. E isso significa que eles provavelmente já sabem que você está comigo agora.

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