“Seu noivo não vai vir… agora você é minha!” O chefe da máfia sussurrou enquanto fechava o zíper do vestido de noiva dela

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Chapter 2

Angela ficou parada, olhando para o homem que acabara de destruir o casamento dela com uma única frase.

— Isso não faz sentido nenhum — falou, a voz tremendo. — Eu nunca vi um centavo do meu pai. Ele desapareceu quando eu tinha doze anos, e minha mãe criou eu e minha irmã sozinha, trabalhando dois empregos.

— Eu sei — disse Rafael, calmamente. — Investiguei cada detalhe da sua vida nos últimos dois anos. Sei do apartamento pequeno em North Charleston. Sei das bolsas de estudo que você não conseguiu por causa das notas do colégio público sucateado. Sei que você trabalha no mesmo café há seis anos.

— Então por que está me tratando como suspeita?

— Porque, Angela, seu pai não gastou o dinheiro que roubou de mim.

Ela franziu a testa, confusa.

— Ele guardou tudo, investido, esperando o momento certo, provavelmente para reaparecer na vida de vocês quando achasse seguro. Mas morreu antes de conseguir.

— E o que isso tem a ver comigo?

Rafael estendeu outro documento, este diferente das fotografias anteriores — um extrato bancário, com o logotipo de um banco das Ilhas Cayman.

— Três meses antes de morrer, David Fiore transferiu dez milhões de dólares para uma conta aberta em nome de Angela Marie Fiore, data de nascimento batendo exatamente com a sua.

O papel tremeu nas mãos dela.

— Isso é impossível. Eu nunca abri conta nenhuma nas Ilhas Cayman.

— Você não precisou. Ele fez tudo, usando documentos falsificados, provavelmente contando com sua total ignorância sobre a existência dessa conta até que fosse seguro revelar.

— Então por que você está aqui, em vez de simplesmente sacar o dinheiro de volta, já que sabe onde ele está?

Rafael a estudou por um longo momento, algo calculista em seu olhar gelado.

— Porque a conta está protegida por um sistema de segurança biométrico que só reconhece a titular legal. Sem sua cooperação, esse dinheiro fica congelado para sempre, inacessível para qualquer um de nós.

Angela sentiu a raiva se misturar com um medo profundo.

— Então é isso que você quer. Não respostas. Meu acesso ao dinheiro.

— Quero os dois.

— E se eu recusar?

— Você não vai recusar, porque quer entender por que seu pai fez isso tanto quanto eu quero meu dinheiro de volta.

Ela odiava que ele estivesse certo.

Foi então que Miranda apareceu na porta, os braços cruzados, o rosto ainda mais pálido do que antes.

— Angela, precisamos conversar. Sozinhas.

Rafael ergueu uma mão, impedindo qualquer um de seus homens de intervir.

— Tem cinco minutos.

Angela seguiu Miranda até o canto mais afastado da sala, a voz baixa, urgente.

— Miranda, você conhece esse homem. Eu vi na sua cara.

Miranda hesitou, os olhos evitando os de Angela.

— Eu… trabalhei para a família Mancini, há alguns anos. Antes de nos conhecermos.

O chão pareceu se abrir sob os pés de Angela.

— Você nunca me contou isso.

— Não era relevante, até hoje.

— “Não era relevante”? Miranda, você é minha madrinha de casamento! Somos amigas há oito anos!

— E eu sou sua amiga de verdade, Angela. Só… há coisas que eu não podia contar.

Angela sentiu uma traição diferente se somar a todas as outras daquele dia.

— O que mais você está escondendo?

Miranda abriu a boca para responder, mas Rafael se aproximou, interrompendo com uma calma perigosa.

— Tempo esgotado. Angela, você vem comigo agora. Sozinha. E, Miranda… acho que você e eu também precisamos conversar, mais tarde, sobre por que nunca mencionou reconhecer meu nome quando David Fiore o citava, anos atrás.

O rosto de Miranda perdeu toda a cor restante.

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