Chefe da máfia flagra a noiva agredindo uma garçonete pobre — mas a reação dele muda tudo

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Chapter 4

Rafe sentou-se pesadamente na cadeira atrás da mesa, o mundo inteiro que ele conhecia sobre a própria família rachando em pedaços diante daquela revelação.

— Como você pode provar isso? — ele perguntou, a voz mais baixa do que pretendia.

Marin tirou do bolso a placa de latão gasta, colocando-a sobre a mesa entre eles.

— Meu pai me deu isso antes de morrer. Disse que, se algum dia eu precisasse provar quem eu realmente era, essa placa e os documentos que guardei junto com ela seriam suficientes.

— Que documentos?

— Cartas. Registros financeiros que meu pai reuniu antes de tentar denunciar a organização. Provas de que a morte dele não foi acidente nenhum.

Rafe passou as mãos pelo rosto, tentando processar décadas de mentiras que sustentavam a própria história da família dele.

— Por que você nunca me procurou antes? Por que trabalhar aqui, escondida, sofrendo em silêncio, em vez de simplesmente vir até mim?

Marin riu, um som amargo, sem nenhuma alegria.

— Porque, Rafael, eu não sabia se você era diferente do resto da sua família. Eu precisava observar de perto, entender que tipo de homem você realmente era, antes de arriscar a vida do meu filho revelando quem eu sou.

— Seu filho?

— Theo. Seis anos. Ele não sabe nada sobre isso, e eu pretendia manter assim para sempre, se possível.

Rafe ficou em silêncio, absorvendo cada palavra, cada peso daquela história que se conectava, de repente, com a própria vida dele de formas que ele nunca poderia ter imaginado.

— Eu preciso ver essas provas, Marin. Preciso entender exatamente o que aconteceu com seu pai.

— E o que você vai fazer com essa informação, uma vez que souber a verdade?

— Vou descobrir quem, dentro da minha própria organização, decidiu que matar um homem por tentar fazer a coisa certa era aceitável. E vou garantir que essa pessoa responda por isso, não importa quem seja.

Marin o estudou por um longo momento, procurando qualquer sinal de mentira ou manipulação, mas encontrando apenas uma determinação genuína que a pegou de surpresa.

Foi nesse momento que a porta do escritório se abriu sem aviso, e Vivienne entrou, o rosto ainda contraído de raiva contida desde o incidente da manhã.

— Rafael, precisamos conversar sobre o casamento, e sobre essa sua nova… obsessão com os funcionários do restaurante.

O olhar dela caiu sobre a placa de latão em cima da mesa, e algo mudou instantaneamente na expressão dela — um flash de reconhecimento que ela tentou esconder rápido demais para ser natural.

— O que é isso? — ela perguntou, a voz de repente muito mais controlada do que deveria estar.

— Você reconhece? — Rafe perguntou, observando atentamente cada reação dela.

— Não, por que eu reconheceria uma placa de metal qualquer?

Mas Marin, atenta como sempre tinha sido obrigada a ser para sobreviver, notou o mesmo que Rafe: o jeito como os dedos de Vivienne se apertaram levemente ao redor da própria bolsa, o jeito como os olhos dela evitaram contato direto por meio segundo a mais do que o normal.

— Vivienne — Rafe disse, devagar —, você sabia da existência do meu tio Salvatore?

O rosto dela ficou pálido.

— Eu não sei do que você está falando.

— Sua família e a minha fazem negócios há décadas, Vivienne. Seu pai certamente conhecia meu tio.

— Rafael, isso não tem nada a ver com nosso casamento…

— Tem tudo a ver, se você souber alguma coisa sobre como ele realmente morreu.

Vivienne ficou em silêncio por um momento longo demais, e aquele silêncio, mais do que qualquer palavra, confirmou as piores suspeitas que começavam a se formar na mente de Rafe.

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