Cinco anos de lealdade terminaram com minha carta de demissão em cima da mesa de Roman Castell, enquanto quatrocentos convidados comemoravam o noivado dele lá embaixo

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Chapter 3

“Como assim ela sumiu?” perguntei, já pegando meu telefone da bolsa.

“Ela disse que ia ao banheiro,” Roman respondeu, a voz agora completamente diferente — fria, calculada, a voz que eu só tinha ouvido dele em situações de vida ou morte. “Sete minutos atrás.”

“E os seguranças?”

“Perderam ela nas câmeras do segundo andar.”

Meu coração disparou. O segundo andar tinha o cofre. E o cofre tinha os documentos que provavam cada acordo, cada dívida, cada segredo que sustentava o império de Roman havia uma década.

“Ela sabe sobre o cofre?” perguntei.

Roman já estava se movendo em direção à porta.

“Ninguém sabe sobre o cofre além de mim, você e Marcus.”

“Então como—”

Paramos os dois ao mesmo tempo.

“Ela estava aqui há três meses,” eu disse devagar, a memória voltando com um peso horrível no peito. “No jantar de aniversário do seu pai. Ela pediu pra usar o telefone da sua casa porque o dela tinha ficado sem bateria.”

Roman fechou os olhos por um segundo, como se estivesse se socando por dentro.

“Ela plantou um dispositivo,” ele disse.

Descemos pelas escadas de serviço, evitando os convidados, Roman na frente, minha mão fechada em volta do envelope preto que ele tinha me entregado sem eu perceber.

Chegamos ao corredor do segundo andar bem a tempo de ver a porta do escritório privado — não o principal, o escondido atrás da estante de livros — entreaberta.

Roman ergueu a mão, pedindo silêncio.

Empurramos a porta juntos.

Chloe estava ajoelhada na frente do cofre aberto, um pen drive já conectado ao sistema, os dedos voando pelo teclado numérico.

Ela congelou quando nos viu.

“Achei que você fosse mais rápida que isso,” Roman disse, a voz calma demais para a situação.

Chloe se levantou devagar, o vestido de noiva-quase-noivada brilhando sob a luz fraca do escritório, mas o olhar dela era puro aço.

“Achei que você fosse mais burro,” ela respondeu. “Achando que eu não sabia que você sabia.”

O ar do escritório ficou pesado.

“Meu pai sabe que vocês dois estão aqui, sozinhos, agora,” Chloe continuou. “E ele tem homens em cada esquina desse quarteirão.”

Roman deu um passo à frente, se colocando entre mim e ela sem que eu pedisse.

“Então vamos conversar rápido,” ele disse, “porque só um de nós vai sair dessa sala achando que ganhou.”

Foi nesse momento que as luzes do escritório se apagaram de uma vez.

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