MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

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Chapter 5

Renata convocou a reunião do conselho duas semanas depois, claramente ansiosa pra formalizar sua jogada antes que Griffin tivesse tempo de se organizar completamente.

A sala estava cheia — todos os diretores, os advogados de ambos os lados, e, pra surpresa geral, Sloan sentada ao lado de Griffin, uma pasta de documentos na mão.

— Vim aqui hoje — Renata começou, com um sorriso confiante — porque descobri informações preocupantes sobre a capacidade do meu primo de continuar administrando essa empresa com a atenção necessária, considerando as recentes… complicações familiares.

— Vá direto ao ponto, Renata — Griffin cortou, sem paciência pra jogos.

— O ponto é simples: você tem duas filhas recém-descobertas, uma ex-namorada com quem você claramente ainda tem assuntos não resolvidos, e uma cláusula no testamento da sua mãe que, friamente falando, sugere que talvez seja hora de uma transição de liderança mais estável.

— Estável, ou conveniente pra você? — Sloan perguntou, se levantando, surpreendendo todo mundo na sala.

Renata a encarou com desdém.

— E quem é você, exatamente, pra opinar sobre a gestão dessa empresa?

— Sou a mãe das crianças que você está tentando usar como peão numa disputa de poder. E tenho aqui — Sloan colocou a pasta na mesa — provas completas de coerção exercida pela mãe de Griffin há dez anos, incluindo a carta original ameaçando destruir minha carreira caso eu não desaparecesse enquanto grávida.

Um murmúrio percorreu a sala.

— Isso não tem relevância nenhuma pra discussão de hoje — Renata tentou, a voz já menos confiante.

— Tem, sim — Griffin interveio. — Porque prova que a cláusula do testamento da minha mãe foi criada especificamente pensando nessa manipulação, uma tentativa de controlar minha vida pessoal mesmo depois de morta. E você, Renata, sabia dessa manipulação há anos, através do Marcus, e escolheu guardar segredo até encontrar um jeito de usar contra mim.

Marcus, sentado no fundo da sala, baixou a cabeça, confirmando silenciosamente cada palavra.

— Isso é uma acusação grave, Griffin.

— É uma acusação verdadeira, com documentos e testemunhas. E, além disso, tenho advogados preparando uma revisão completa da cláusula testamentária, alegando que ela foi criada sob motivação de manipulação familiar comprovada, o que a torna legalmente contestável.

O advogado de Griffin se levantou, confirmando cada detalhe com uma calma profissional que contrastava com o pânico crescente no rosto de Renata.

— Além disso — o advogado continuou — temos evidências de que a senhora Renata Drake tentou obter informações privilegiadas sobre menores de idade com intenção clara de uso estratégico em disputa corporativa, o que configura, no mínimo, uma violação ética grave o suficiente pra justificar sua remoção imediata do conselho.

O silêncio que se seguiu foi absoluto.

Renata olhou em volta, procurando algum apoio entre os outros diretores, encontrando apenas rostos desconfortáveis, nenhum disposto a se associar publicamente ao escândalo que estava se desenrolando.

— Isso não vai ficar assim — ela disse, por fim, se levantando, tentando manter alguma dignidade na saída.

— Vai, sim — Griffin respondeu, calmo pela primeira vez desde que a reunião tinha começado. — Porque, ao contrário de você, eu não preciso manipular ninguém pra proteger o que realmente importa pra mim.

Ela saiu da sala em silêncio, o som dos saltos ecoando pelo corredor, encerrando, ali mesmo, qualquer ambição futura dentro da Drake Enterprises.

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