MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

Written by

in

Chapter 2

Griffin chegou ao Seattle General Hospital em doze minutos, um recorde considerando que ele morava do outro lado da cidade.

Encontrou Hazel e Iris sentadas juntas na sala de espera, de mãos dadas, os pijamas ainda amassados, os rostos pálidos de medo.

Ele se ajoelhou na frente delas, algo que nenhum executivo jamais imaginaria vendo Griffin Drake fazer.

— Vocês estão bem?

Hazel assentiu, hesitante.

— Você é o Griffin?

— Sou.

Iris o estudou com uma desconfiança que parecia velha demais pra uma criança de oito anos.

— Você é nosso pai de verdade?

— Ainda não sei — ele respondeu, com uma honestidade que surpreendeu até ele mesmo. — Mas pretendo descobrir.

Uma enfermeira apareceu, chamando pelo nome de Sloan, e Griffin se levantou rápido.

— Ela é minha… — ele hesitou, sem saber que palavra usar depois de dez anos de silêncio. — Sou próximo dela. Como ela está?

— A senhora Callaway teve uma queda de pressão severa, provavelmente relacionada a exaustão extrema e desidratação. Ela está consciente agora, mas vamos mantê-la em observação essa noite.

O alívio que passou pelo corpo de Griffin foi tão forte que ele precisou se apoiar na parede por um segundo.

Quando finalmente entrou no quarto, Sloan estava sentada na cama, pálida, um soro no braço, os olhos arregalando ao vê-lo na porta.

— Griffin.

— Dez anos, Sloan.

— Eu sei.

— Eu tenho filhas.

Ela fechou os olhos, como se já esperasse aquela frase há uma década inteira.

— Hazel e Iris.

— Elas ligaram pra mim. Achando que era um contato de emergência qualquer. E descobriram, numa ligação de madrugada, que talvez eu seja o pai delas.

— Eu ia contar — ela disse, a voz fraca, mas firme. — Só não nesse jeito.

— Quando, Sloan? Quando você ia contar? Elas têm oito anos.

— Eu sei quantos anos elas têm, Griffin. Eu que passei cada um desses anos sozinha, criando as duas sem nenhuma ajuda sua.

— Porque você sumiu! Você desapareceu sem explicação nenhuma, sem um telefonema, sem uma carta, nada!

— Eu não sumi por vontade própria — ela disse, e algo na voz dela fez Griffin parar completamente.

— O que isso significa?

Sloan olhou pra porta, verificando se estava fechada, antes de continuar, a voz baixando quase a um sussurro.

— Sua mãe me ofereceu dinheiro pra desaparecer, Griffin. Duzentos mil dólares, e a ameaça, bem clara, de que se eu não aceitasse, ela ia garantir que eu nunca mais trabalhasse como arquiteta em lugar nenhum dos Estados Unidos.

O sangue de Griffin gelou.

— Isso é mentira.

— Não é. Eu tenho a carta que ela me mandou, guardada até hoje.

— Minha mãe morreu há três anos, Sloan. Por que você não me procurou depois disso?

— Porque a essa altura, eu já tinha construído uma vida pras minhas filhas, sozinha, longe de qualquer coisa que lembrasse a família Drake. Tinha medo de que aparecer de novo destruísse a estabilidade que eu tinha criado com tanto esforço.

Griffin sentou na cadeira ao lado da cama, as mãos tremendo, tentando processar dez anos reescritos numa única conversa de hospital.

— Eu preciso ver a carta.

— Você vai ver. Amanhã. Hoje eu só preciso descansar, e você precisa ir conhecer suas filhas de verdade, porque elas estão do lado de fora dessa porta, assustadas, e merecem mais atenção do que essa nossa briga antiga.

← Capítulo AnteriorPróximo Capítulo →

Lista de Capítulos