MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

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Chapter 6

Seis meses depois, a vida tinha se reorganizado de um jeito que Griffin nunca imaginou possível.

Renata foi formalmente removida do conselho, com uma investigação interna confirmando múltiplas violações éticas ao longo dos anos, muito além da tentativa recente de manipulação envolvendo Hazel e Iris.

Marcus, apesar de tudo, recebeu uma segunda chance depois de cooperar completamente com a investigação, entregando documentos que comprovavam ainda mais a extensão da manipulação da mãe de Griffin ao longo de décadas — embora ele tenha deixado a posição de braço direito, optando por um cargo mais discreto, longe do centro de poder que tinha ajudado a proteger por tanto tempo.

A cláusula testamentária foi revisada judicialmente, garantindo que Hazel e Iris teriam, sim, direito à herança que lhes cabia por nascimento, mas sem nenhuma cláusula manipuladora que ameaçasse o controle legítimo de Griffin sobre a empresa que ele tinha construído com as próprias mãos ao longo de anos.

Griffin se mudou pra perto da casa de Sloan em Fremont, recusando qualquer sugestão de que as meninas deveriam se adaptar ao estilo de vida do penthouse dele.

— Elas já têm uma vida boa aqui — ele disse, quando alguém sugeriu o contrário. — Não vou ser eu quem desestabiliza isso, só porque finalmente tenho dinheiro suficiente pra impor mudanças que ninguém pediu.

Hazel, com o tempo, se tornou praticamente inseparável dele, aparecendo no escritório aos sábados, fascinada por cada reunião, cada gráfico, cada decisão de negócios que Griffin explicava pacientemente pra ela.

Iris demorou mais, mas eventualmente cedeu também, principalmente depois de uma tarde em que Griffin apareceu, sem avisar, numa apresentação de ciências na escola dela, sentado na primeira fileira, aplaudindo mais alto que qualquer outro pai presente.

— Você não precisava ter vindo — ela disse depois, tentando esconder o sorriso.

— Eu queria vir. Existe uma diferença.

Eu e Griffin levamos mais tempo pra reconstruir qualquer coisa romântica entre nós, ambos cautelosos depois de dez anos de mágoa acumulada, mas, aos poucos, entre jantares em família e conversas longas depois que as meninas dormiam, encontramos de novo um caminho de volta um pro outro.

Casamos numa cerimônia pequena, num jardim perto de casa, com Hazel e Iris entregando as alianças, os dois rostinhos idênticos brilhando de felicidade genuína, sem nenhuma sombra da manipulação que quase tinha destruído a chance delas de conhecer o próprio pai.

Numa noite tranquila, meses depois do casamento, sentados na varanda de casa, ouvindo as gêmeas rirem dentro de casa brincando de algum jogo inventado por elas mesmas, Griffin segurou minha mão com um cuidado que ainda me surpreendia depois de tudo que tínhamos passado.

— Dez anos perdidos — ele disse, baixinho. — Mas cada segundo que eu tenho agora vale o dobro, só porque eu sei exatamente o quanto quase perdi tudo isso pra sempre.

Olhei pra dentro de casa, pras minhas filhas rindo sem nenhuma preocupação no mundo, e entendi que, às vezes, a família que a gente mais precisa não é a que nasce sem obstáculo nenhum — é a que sobrevive à manipulação, ao tempo perdido, e ainda assim encontra um jeito de se reconstruir, mais forte do que antes.

Quantas vezes o medo de alguém mais poderoso já decidiu o rumo da sua vida, sem você nunca ter tido chance de lutar contra isso?

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