MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

Written by

in

Chapter 3

No dia seguinte, Sloan entregou a Griffin uma carta amarelada, guardada numa caixa de sapatos havia dez anos.

Ele leu, o rosto ficando cada vez mais duro a cada linha escrita pela mãe dele.

“Você não passa de uma aventura passageira do meu filho. Ele tem um futuro planejado, um casamento planejado, e você não faz parte de nenhum dos dois. Aceite o dinheiro, desapareça, e nunca mais tente entrar em contato, ou vou garantir pessoalmente que sua carreira termine antes mesmo de começar.”

— Ela sabia que você estava grávida? — Griffin perguntou, a voz embargada.

— Sabia. Foi por isso que o valor era tão alto. Ela queria ter certeza de que eu não voltaria, nem pelo dinheiro, nem por raiva, nem por nenhum outro motivo.

— E o “casamento planejado” que ela mencionou?

Sloan hesitou.

— Isso eu nunca entendi direito. Achei que fosse só uma ameaça vazia pra me convencer mais rápido.

Griffin ficou em silêncio, memórias antigas se reorganizando na cabeça dele.

— Não era vazia. Minha mãe tinha arranjado, sim, um casamento pra mim, com a filha de um sócio importante. Eu recusei na época, disse que estava apaixonado por você. Ela nunca me contou que você tinha desaparecido por causa disso.

— Ela te disse alguma coisa sobre mim?

— Disse que você tinha ido embora porque queria “uma vida mais simples, longe da pressão da nossa família”. Eu acreditei, porque parecia exatamente o tipo de coisa que você diria.

— Eu nunca diria isso sem pelo menos falar com você primeiro, Griffin.

— Eu sei disso agora. Não sabia há dez anos.

Passaram a tarde seguinte reconstruindo, pedaço por pedaço, uma década de mentiras que a mãe de Griffin tinha arquitetado com uma precisão cruel.

Enquanto isso, Hazel e Iris começavam, aos poucos, a se aproximar de Griffin, cada uma no seu próprio ritmo.

Hazel, mais aberta emocionalmente, fez perguntas sem parar sobre a vida dele, sobre a empresa, sobre como era ser bilionário.

— Você tem um jato particular de verdade? — ela perguntou, os olhos brilhando.

— Tenho.

— Podemos andar nele algum dia?

— Podemos, sim, quando sua mãe permitir.

Iris, mais cautelosa, observava tudo de longe, testando cada gesto dele antes de se permitir confiar.

— Por que você nunca nos procurou, se realmente amava a mamãe? — ela perguntou, numa tarde, sem rodeios.

Griffin se ajoelhou na altura dela, do jeito que já tinha aprendido a fazer.

— Porque fui enganado por alguém que eu confiava, Iris. E isso não é desculpa, é só a verdade. Eu deveria ter lutado mais, deveria ter procurado a resposta em vez de aceitar a primeira explicação que me deram.

— Promete que não vai desaparecer de novo?

— Prometo. E sei que promessas não significam nada sozinhas. Então vou provar com o tempo, todos os dias, até vocês confiarem em mim de verdade.

Foi nesse momento, exatamente nessa conversa, que Marcus Whitfield — o antigo braço direito do pai de Griffin, e homem que tinha ajudado a mãe dele a esconder toda a manipulação anos atrás — apareceu na porta da casa de Sloan, sem avisar, o rosto tenso.

— Griffin, precisamos conversar. Agora. É sobre o testamento da sua mãe, e sobre uma cláusula que só vai ser ativada se essas crianças forem reconhecidas oficialmente como suas herdeiras.

← Capítulo AnteriorPróximo Capítulo →

Lista de Capítulos