MINHAS FILHAS GÊMEAS LIGARAM PRO BILIONÁRIO DE QUEM EU NUNCA FALEI, QUANDO DESMAIEI, E ELE SE QUEBROU QUANDO ELAS O CHAMARAM DE PAI

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Chapter 4

Griffin encontrou Marcus no escritório da Drake Enterprises, a tensão entre os dois palpável desde o primeiro segundo.

— Que cláusula, Marcus?

Marcus abriu uma pasta, hesitante, como se soubesse que estava prestes a abrir uma caixa que deveria ter ficado fechada.

— Sua mãe deixou uma cláusula específica no testamento: se você tivesse filhos legítimos ou biológicos reconhecidos, a herança principal seria redirecionada integralmente pra eles, retirando o controle acionário que você tem hoje na empresa até que eles completassem vinte e cinco anos.

— Isso é ridículo. Por que ela faria isso?

— Porque, no fundo, ela sempre soube que Sloan podia estar grávida quando ela ofereceu aquele dinheiro. Ela só nunca imaginou, ou talvez nunca quisesse admitir, que você fosse descobrir a verdade algum dia.

— Então ela tentou controlar minha vida até depois de morta.

— Parece que sim.

Griffin passou a mão pelo rosto, exausto.

— E o que isso significa na prática?

— Significa que, se você reconhecer oficialmente Hazel e Iris como suas filhas, o conselho pode contestar seu controle acionário baseado nessa cláusula, alegando que você não está mais apto a administrar sozinho, já que a herança “pertence”, tecnicamente, às crianças.

— Quem no conselho ia querer isso?

Marcus hesitou, e aquela hesitação disse tudo antes mesmo das palavras.

— Sua prima, Renata. Ela sempre quis mais controle na empresa. E ela já sabe da existência das gêmeas.

— Como ela sabe?

— Eu contei — Marcus admitiu, envergonhado. — Há anos, quando descobri o que sua mãe tinha feito com Sloan, contei pra Renata, achando que ela ia me ajudar a consertar a situação. Em vez disso, ela guardou a informação, esperando o momento certo de usar contra você.

A raiva que subiu no peito de Griffin foi quase incontrolável.

— Você sabia, Marcus? Você sabia esse tempo todo que eu tinha filhas em algum lugar e nunca me contou?

— Eu tinha medo, Griffin. Sua mãe tinha certo controle sobre mim também, segredos meus que ela ameaçava expor se eu interferisse.

— Que segredos?

— Isso não importa mais. O que importa agora é que Renata vai usar essa cláusula pra tentar assumir controle da empresa, e provavelmente vai tentar usar as próprias crianças como argumento legal contra você, alegando que você é “instável” demais pra cuidar tanto da empresa quanto de uma família recém-descoberta.

Griffin sentiu o chão se abrir de novo, dessa vez com um medo diferente — não o medo de ter perdido dez anos, mas o medo de perder o pouco tempo que ele finalmente tinha conquistado com Hazel e Iris.

Voltou pra casa de Sloan naquela noite, contando tudo, vendo o rosto dela endurecer com cada detalhe.

— Ela não vai chegar perto das minhas filhas — Sloan disse, a voz fria de determinação. — Nem que eu precise lutar com todos os recursos legais que eu tenho.

— Sloan, Renata tem recursos ilimitados. Advogados corporativos, décadas de experiência manipulando situações assim.

— E eu tenho a carta original da sua mãe, provas documentadas de coerção, e duas testemunhas que confirmam a manipulação. Não subestime uma mãe protegendo os próprios filhos, Griffin.

Pela primeira vez em dez anos, Griffin viu de novo a mulher determinada que ele tinha amado — não a versão exausta e cautelosa dos últimos dias, mas a arquiteta ambiciosa e destemida que enfrentava qualquer obstáculo de frente.

— Vamos lutar juntos — ele disse.

— Vamos — ela confirmou. — Mas dessa vez, Griffin, nada de segredos entre nós. Nunca mais.

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