O Chefão da Máfia a Ouviu Insultá-lo em Italiano — Depois Sussurrou Algo que Mudou Tudo

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Chapter 2

— Sr. Moretti, espera. O senhor não pode simplesmente demitir minha melhor funcionária no meio de um turno — Davis insistiu, a voz tremendo entre o medo e a tentativa de manter algum controle.

Lorenzo finalmente olhou pra ele, um olhar breve, quase entediado.

— Já demiti, Davis. E vou dobrar o salário que ela ganha aqui, então imagino que ninguém vá reclamar depois de pensar direito.

Anna sentiu a raiva subir pela garganta.

— Ninguém te contratou pra decidir minha vida por mim.

Lorenzo se virou de volta pra ela, o sorriso de lâmina ainda no rosto.

— Verdade. Mas você acabou de me chamar de pavão inchado achando que compra o sol, num dialeto que achou que eu não entenderia. Isso, little bird, me deixou curioso o suficiente pra querer te conhecer melhor.

— Curiosidade não é motivo pra arrancar alguém do próprio emprego.

— Não é sobre curiosidade. É sobre necessidade. Eu preciso de alguém que fale o dialeto certo, que entenda os códigos certos, pra uma reunião que vai definir o futuro dos meus próximos cinco anos de negócios em Nova York.

— E você decidiu isso em, o quê, três minutos de conversa?

— Decidi isso no segundo em que percebi que você reconheceu meu sobrenome antes mesmo de eu confirmar quem eu era.

Aquilo a pegou de surpresa.

— Do que você está falando?

— Seus olhos, Anna. Eles mudaram no instante em que viram “Moretti” naquele cartão. Isso não é reação de quem nunca ouviu esse nome. É reação de quem cresceu tendo medo dele.

O estômago dela revirou.

Como ele sabia disso, tão rápido, só olhando pro rosto dela?

— Você não sabe nada sobre a minha vida.

— Ainda não. Mas pretendo saber.

Davis, ainda tentando recuperar algum controle da situação, se intrometeu de novo.

— Isso é completamente irregular, Mr. Moretti. Ela tem contrato conosco…

— Que eu vou comprar, Davis, se for preciso. Ou você prefere que eu simplesmente feche essa negociação toda com o hotel de vez, e leve minha família inteira pra hospedar em outro lugar da cidade?

O rosto de Davis empalideceu ainda mais, e ele recuou, silenciado.

Anna sentiu o chão sumir sob os pés — não literalmente, mas o tipo de sensação de estar perdendo controle sobre a própria vida em tempo real.

— E se eu simplesmente recusar? — ela perguntou, tentando manter a voz firme.

Lorenzo se aproximou de novo, a voz baixando, quase gentil, o que era de alguma forma mais assustador do que a firmeza anterior.

— Você pode recusar, Anna. Eu não vou te forçar a nada.

— Então por que parece que eu não tenho escolha nenhuma?

— Porque, no fundo, você já sabe que uma reunião de negócios comigo paga mais em uma noite do que você ganha aqui em um mês inteiro. E porque, mesmo com medo, alguma parte de você está curiosa demais pra simplesmente dizer não.

Ele não estava errado, e isso a irritava profundamente.

— Uma noite. Uma reunião. Depois disso, eu volto pra minha vida normal.

— Combinado.

Ele estendeu a mão, esperando ela apertar, selando o acordo.

Anna hesitou, olhando pra aquela mão coberta pela luva de couro, sabendo que apertar aquilo significava entrar, de algum jeito, num mundo do qual sua mãe tinha fugido a vida inteira pra mantê-la longe.

Mas apertou mesmo assim.

— Uma noite, Sr. Moretti. Nada mais.

— Vamos ver, little bird.

No carro, a caminho de um endereço que ele se recusou a revelar completamente, Anna sentiu o celular vibrar no bolso.

Era a mãe dela.

Hesitou antes de atender, temendo, sem saber exatamente por quê, o que aquela ligação poderia significar naquele momento específico.

— Mãe?

A voz do outro lado soava tensa, apressada.

— Anna, filha, eu vi uma coisa nas notícias hoje. Um nome. Preciso que você me diga que não tem nada a ver com o hotel onde você trabalha.

O coração de Anna disparou.

— Que nome, mãe?

Um silêncio pesado do outro lado da linha, antes da resposta que confirmou todos os piores medos dela.

— Moretti.

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