POR CAUSA DO TAMANHO DELE, O CHEFÃO DA MÁFIA ERA REJEITADO POR TODAS AS MULHERES — ATÉ UMA CONFEITEIRA DESAJEITADA ACEITAR SE TORNAR SUA NOIVA

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Chapter 2

Fiquei parada, ainda com a mão dentro da mão enorme de Luca, tentando processar o sussurro de Elena.

— Que segredo? — perguntei, baixinho, sem soltar a mão dele, como se aquilo fosse me ajudar a manter o equilíbrio diante do que quer que estivesse por vir.

Elena olhou rapidamente para o irmão, depois de volta para mim.

— Não aqui — ela disse. — Depois da cerimônia. Eu te procuro.

— Elena — Luca chamou, a voz carregando um aviso.

— Estou só dando as boas-vindas para a noiva, maninho — ela respondeu, com um sorriso fácil demais para ser sincero, e se afastou em direção à escada, deixando um rastro de perguntas sem resposta atrás de si.

Luca me observou, e pela primeira vez desde que eu tinha entrado naquela casa, pareceu genuinamente inseguro.

— Ela disse alguma coisa que te preocupou?

— Ela disse que tem um segredo sobre esse casamento. Que nem você sabe.

O rosto dele se fechou brevemente, um músculo se contraindo na mandíbula.

— Minha irmã gosta de criar mistério onde não existe nenhum.

— Você tem certeza disso?

Ele hesitou, e aquela hesitação, mínima que fosse, me disse que talvez ele não tivesse tanta certeza assim.

— Vamos conversar em particular — ele disse, finalmente, guiando-me para longe do foyer, por um corredor que terminava numa biblioteca com estantes que subiam até o teto.

Assim que a porta se fechou atrás de nós, ele se virou para mim com uma seriedade que contrastava com o breve momento de leveza de minutos atrás.

— Sofia, eu preciso te perguntar uma coisa antes que qualquer coisa avance esta noite.

— Pode perguntar.

— Você sabe por que seu pai concordou com esse casamento?

— Uma dívida — respondi. — Ele nunca me deu detalhes. Só disse que era um assunto de honra, e que eu era a única forma de resolver.

Luca assentiu devagar, como se aquilo confirmasse algo que ele já suspeitava.

— A dívida do seu pai é comigo, sim. Mas não é o tipo de dívida que normalmente se resolve com casamento.

— Então por que ele ofereceu isso?

— Essa é exatamente a pergunta que eu também estou tentando entender.

Um silêncio desconfortável se instalou entre nós, carregado de perguntas que nenhum dos dois parecia ter respostas completas.

— Posso ser sincera com você? — perguntei, quebrando o silêncio.

— Prefiro isso a qualquer outra coisa.

— Eu vim para cá esperando encontrar um monstro. Foi assim que meu pai descreveu você, indiretamente, tentando me preparar para o pior.

Alguma coisa doeu visivelmente no rosto de Luca ao ouvir aquilo.

— E o que você encontrou?

— Um homem enorme que se encolhe cada vez que alguém olha para ele por tempo demais. Isso não é o que eu esperava.

— As pessoas costumam decidir o que sou baseado só no tamanho, antes mesmo de eu abrir a boca.

— Eu não sou “as pessoas”.

Ele me olhou por um longo momento, como se estivesse tentando decidir se podia realmente acreditar naquilo.

Batidas na porta interromperam o momento.

Marco entrou, o rosto tenso.

— Signor Moretti, desculpa interromper. Mas alguém chegou sem avisar. Diz que é urgente.

— Quem?

— Vittorio Conti.

O nome pareceu atingir Luca como um soco físico.

— Ele não devia saber sobre o casamento.

— Aparentemente sabe — Marco respondeu. — E está exigindo falar com você agora.

Luca se virou para mim, a preocupação evidente substituindo qualquer suavidade que tínhamos construído nos últimos minutos.

— Fica aqui. Tranca a porta atrás de mim.

— Quem é Vittorio Conti?

— Alguém que não deveria ter descoberto sobre você tão rápido.

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